Quando nada mais houver, eu me erguerei cantando, saudando a vida com meu corpo de cavalo jovem.
E numa louca corrida entregarei meu ser ao ser do Tempo e a minha voz à doce voz do vento.
Despojado do que já não há solto no vazio do que ainda não veio, minha boca cantará cantos de alívio pelo que se foi, cantos de espera pelo que há de vir. ( Extraído do livro Caio Fernando Abreu - Caio 3D, O Essencial da Década de 1970, p.144)
"Gosto muito do meu mundinho, ele é cheio de surpresas, palavras soltas e cores misturadas. Às vezes tem um céu azul, outras tempestade. Lá dentro cabem sonhos de todos os tamanhos,mas não cabe muita gente. Todas as pessoas que estão dentro dele não estão por acaso. São necessárias."