quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Essa tal Felicidade...

Por que o tempo voa quando a felicidade chega? Há tempos não me sentia tão leve. Será então que estou pronta para finalmente me apaixonar?
Eu acho que me apaixonei, na verdade, por cada dia que vivi em Florianópolis. Por cada pedacinho que me foi deixado. Pela intensidade do momento.
Jamais vai ser como foi. As lembranças são as que mais me fazem sorrir. E eu não mudaria nada se voltasse no tempo. Seria exatamente como foi.
Se eu pudesse dizer a todas as pessoas que conheci lá, o quanto ela são queridas, o quanto foi bom cada palavra trocada, abraços, sorrisos...
Parece que passa um filme a cada instante, algumas delas jamais reencontrarei, não que eu não queira, mas a vida prega um monte de peças e as vezes quem mais queriamos que estivesse novamente presente, jamais estará. Mas fica o pedacinho deixado, o beijo selado, o abraço de despedida. Fica a vontade de ter ficado mais e a imaginação como teria sido se não fosse daquele jeito.

domingo, 25 de julho de 2010

Starry, Starry night

“…Now I understand

What you tried to say to me

And how you suffered for your sanity

And how you tried to set them free

They would not listen

They did not know how

Perhaps they'll listen now

For they could not love you

But still your love was true

And when no hope was left inside

On that starry, starry night

You took your life as lovers often do

But I could have told you Vincent

This world was never meant for one as beautiful as you…”



Don McLean

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Dos meus quereres...

"...Colo que acolhe
Braço que envolve
Palavra que conforta
Silêncio que respeita
Alegria que contagia
lágrima que corre
Olhar que sacia
Amor que promove..."

Cora Coralina

sábado, 3 de julho de 2010

By this River




Here we are stuck by this river
You and I underneath a sky
That's ever falling down down down
Ever falling down

Through the day as if on an ocean
Waiting here always failing to remember
Why we came came came
I wonder why we came

You talk to me as if from a distance
And I reply with impressions chosen
From another time time time
From another time.


Brian Eno


sábado, 26 de junho de 2010

"Ando meio fatigado de procuras inúteis e sedes afetivas insaciáveis."



Caio Fernando Abreu

quarta-feira, 16 de junho de 2010

E não é que passou rápido?


É bem verdade que o tempo passa muito rápido depois dos quinze anos, eu que o diga: Passaram-se dez anos que nem senti. Bodas de prata, 2º tiro na macaca, 1/4 de século... posso chamar do que quiser e ainda assim eu continuarei tendo feito 25 anos. Eu não lembro de ter me imaginado com tal idade, mas é que nunca fiz planos a longo prazo. Confesso que dá medo. Poxa, em cinco anos terei 30?!!!! Sabe o que é isso??? Primeiras rugas, desespero por envelhecer... ai ai... Prefiro pensar que estarei rica, viajando o mundo inteiro e no auge da minha "juventude". Afinal, 25 anos nem parece tanto, principalmente quando vc ainda tem cara de 20. hahahahha (convencida) ¬¬. Eu não tenho sentido tanto o peso, mas sinto como se tivesse aproveitado pouco do que vivi. A gente sempre acha q pode mais não é verdade?
Tenho que confessar minha felicidade, por tudo que já conquistei e por tudo que ainda vou conquistar. Pelos amigos que tenho, familia, pseudo amores e meus filhos (gatos). E queria agradecer pelos que me ligaram, mandaram msg, email, orkuts, twitter, videos, sinais de fumaça. E espero que venham mais 5, 10, 15, 25, 30, pq afinal eu quero tempo para aproveitar essa vida linda de Meu Deus. Só peço uma coisa, nada de tiro da macaca viu?

terça-feira, 1 de junho de 2010

Eu nunca vou entender*


Eu nunca vou entender. Eu nunca vou saber porque a vida é assim. Eu nunca vou entender porque a gente continua voltando pra casa querendo ser de alguém, ainda que a gente esteja um ao lado do outro. Eu nunca vou entender porque você é exatamente o que eu quero, eu sou exatamente o que você quer, mas as nossas exatidões não funcionam numa conta de mais.

Eu só sei que agora eu vou tomar um banho, vou esfregar a bucha o mais forte possível na minha pele e vou me dizer pela milésima vez que essa foi a última vez que vou ficar sem entender nada. Mas aí, daqui uns dias, você vai me ligar. Querendo pegar aquele cineminha, querendo me esconder como sempre, querendo me amar só enquanto você pode vulgarizar esse amor. Me querendo no escuro.

E eu vou topar. Não porque seja uma idiota, não me dê valor ou não tenha nada melhor pra fazer. Apenas porque você me lembra o mistério da vida. Simplesmente porque é assim que a gente faz com a nossa própria existência: não entendemos nada, mas continuamos insistindo.


*Parte do Texto "Eu nunca vou entender" extraído do livro "Tô com uma vontade de uma coisa que não sei o que é" da Tati Bernardi. (pag. 123)